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Tratamentos em estudo: novas esperanças

  • rpitoscia
  • 11 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 31 de ago. de 2025



A ciência avança todos os dias na compreensão e no tratamento da dependência química. Estudos recentes, no Brasil e no exterior, trazem esperança com o uso de medicamentos inovadores, abordagens terapêuticas alternativas e ferramentas tecnológicas.


Alguns remédios e vacinas estão sendo estudados para reduzir a fissura, proteger o cérebro e apoiar a recuperação. Não se trata de uma solução mágica, e sim de ferramentas complementares, que podem ser decisivas no processo, especialmente ­­quando combinadas com apoio familiar, tratamento adequado e força de vontade.


Conheça abaixo algumas dessas descobertas e medicamento já usado para parar de beber:


­­ Ajuda para controlar a vontade incontrolável


Está sendo testado um remédio que pode ajudar bastante quem tenta parar de usar cocaína ou metanfetamina, mas sente uma vontade muito forte de voltar. Esse impulso é conhecido como fissura — um desejo intenso que domina os pensamentos e o comportamento.


O nome técnico é lisdexanfetamina. Já usada para tratar problemas de atenção e hiperatividade, agora começa a ser estudada como possível apoio no combate à dependência de estimulantes. Ainda está em fase de testes, e só pode ser usada com supervisão médica especializada.


Proteção extra para o cérebro


Um estudo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP) revelou que um remédio já conhecido, usado para tratar infecções, pode ajudar também a proteger o cérebro das consequências do uso de drogas.


É um antibiótico, a doxiciclina, antigo e acessível, que pode reduzir a sensação de recompensa provocada por drogas como cocaína e morfina. Experimentos foram realizados com camundongos e mostraram que a substância pode preservar áreas importantes da mente, como memória, atenção e controle das emoções.


Embora ainda não aplicada a humanos, a doxiciclina pode vir a ser uma grande ajuda para quem está começando a se tratar, pois fortalece o cérebro e reduz os danos causados pela dependência.


Vacina para quem quer parar com a cocaína e o crack


Imagine uma vacina que impede a cocaína ou o crack de fazerem efeito no cérebro. Mesmo que a pessoa use, não sente mais prazer. Isso pode ser um grande passo para quem quer parar, mas não consegue sozinho.


Essa é a proposta da vacina Calixcoca, desenvolvida por pesquisadores da UFMG. Ainda em fase de testes com animais, ela já apresentou bons resultados: protege o cérebro, reduz danos e pode ser forte aliada no futuro. Ainda não está disponível para uso, mas é uma esperança real no caminho da recuperação.

 
 
 

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