Acerte ao falar com quem faz uso abusivo de álcool e outras drogas
- gilideiavisual
- 19 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Abordar alguém que enfrenta problemas com álcool ou outras drogas é um dos momentos mais difíceis para familiares, amigos e pessoas próximas. O medo de errar, de piorar a situação ou de romper o vínculo faz com que muitos se calem, e o silêncio, quase sempre, agrava o problema.
A dependência não é falta de caráter nem ausência de força de vontade.
É uma condição de saúde que envolve sofrimento emocional, negação, vergonha e, muitas vezes, isolamento. Por isso, a forma como essa conversa acontece é decisiva: uma abordagem inadequada afasta, enquanto uma abordagem correta pode abrir caminho para cuidado, tratamento e recuperação.
No Você Tem Saída!, partimos de um princípio simples e essencial: informação leva a uma abordagem mais adequada, que aumenta as chances de tratamento e recuperação. A seguir, reunimos orientações práticas para ajudar você a conduzir essa conversa com mais segurança.
1. Escolha o momento certo
Evite abordar a pessoa quando ela estiver sob efeito de álcool ou drogas, ou em momentos de raiva, discussão ou exaustão emocional. Prefira um momento mais calmo, reservado e seguro, onde seja possível conversar sem interrupções.
2. Seja acolhedor, mas também firme
Acolher não significa concordar com tudo, nem minimizar o problema. É fundamental demonstrar escuta, respeito e empatia, sem agressividade ou humilhação. Ao mesmo tempo, é preciso ser claro, coerente e firme, sem abrir brechas para justificativas, promessas vazias ou manipulações comuns em situações de dependência.
A combinação entre acolhimento e firmeza protege a relação e ajuda a manter o foco na mudança.
3. Fale sem acusações
Evite julgamentos, rótulos ou comparações. Frases como “você é irresponsável” ou “não tem mais jeito” costumam gerar defesa e afastamento. Prefira falar sobre fatos observáveis e sobre como a situação afeta você e outras pessoas.
4. Não entre em discussões improdutivas
Debater se a pessoa “é ou não dependente” raramente ajuda. A negação faz parte do problema. O objetivo da conversa não é vencer um argumento, mas manter o vínculo e abrir espaço para ajuda.
5. Estabeleça limites claros
Cuidar não é permitir tudo. Limites bem definidos ajudam a interromper ciclos de desgaste e protegem tanto quem tenta ajudar quanto quem precisa de ajuda. Limites devem ser comunicados com calma, mas mantidos com consistência.
6. Ofereça caminhos, não imposições
Apresente possibilidades reais: tratamento, acompanhamento profissional, grupos de apoio, orientação especializada. Mostrar que existem caminhos concretos reduz o medo e a sensação de desamparo.
7. Não enfrente isso sozinho
A dependência exige rede de apoio. Buscar informação confiável e orientação profissional é parte fundamental do processo. Você não precisa e nem deve carregar essa responsabilidade sozinho.



Comentários