Carnaval dura 4 dias, a recaída pode durar mais de ano. Vale a pena arriscar a sobriedade?
- gilideiavisual
- há 9 horas
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O Carnaval é diferente de qualquer outra festa ou comemoração do ano. Não há obrigação familiar, não há compromissos formais, não há censura social. Vai quem quer. E quem vai, geralmente vai para se entregar, mergulhar de cabeça: à música, à folia, ao prazer imediato, ao excesso. A própria cultura do Carnaval, reforçada por transmissões de TV, blocos lotados, desfiles e festas, celebra a ideia de que, por alguns dias, tudo é permitido. Ninguém é de ninguém.
Para quem está em processo de recuperação ou preocupado em não abusar de álcool e outras drogas, esse contexto exige atenção redobrada. Mais ainda, um tipo de reflexão muito honesta.
No Carnaval, o risco não está apenas no álcool disponível. Está no clima.Na sensação de anonimato. Na ideia de que “ninguém te conhece”, “ninguém vai te julgar”, “ninguém vai ficar sabendo”. É o momento em que o “anjinho” sugere cuidado, enquanto o “capetinha” sussurra: vai lá, se entrega, depois você vê. Diante disso, a pergunta mais importante não é “como eu me comporto se eu for?”E sim: vale mesmo a pena ir?
Escolher não ir também é escolha
Diferente do Natal ou do Ano Novo, no Carnaval não existe obrigação social de comparecer. Não ir a um bloco, a um baile ou a uma festa não significa isolamento. Pode significar maturidade, consciência e cuidado.
Para muitas pessoas, a melhor estratégia é não se expor. Vale pensar em outras formas de viver com alegria esses dias como viajar para um lugar mais tranquilo; ir para lugares próximos à natureza; fazer um retiro; passar o Carnaval com pessoas que respeitam e apoiam a sobriedade; fazer programas simples, que tragam prazer sem risco.
Evitar ambientes altamente gatilho não é fraqueza. É inteligência emocional.
Se depois de colocar na balança todos esses pontos, você decidir ir, vá com estratégia e não no improviso. Carnaval não é ambiente para “ver como me sinto na hora”. É preciso decidir antes e responder a perguntas básicas como: Vou aonde exatamente? Com quem? Por quanto tempo? O que vou beber, suco, água, refrigerante? Como vou sair se me sentir desconfortável?
Ir sem planejamento é se colocar à mercê do impulso. O Carnaval vive de impulsos e termina em quatro dias. Já as consequências de uma recaída, não.
É possível viver o Carnaval e se divertir de outra forma. Diversão não precisa estar ligada à perda de controle nem de anestesia do álcool e outras drogas. E para quem é dependente, a liberdade não é fazer tudo o que dá vontade, é escolher o que não vai te destruir depois.
E se algo sair do controle, não se esconda. Peça ajuda de imediato a um interlocutor seja nos grupos de mútua ajuda, um psicólogo, um padre, um pastor, um amigo, um familiar... alguém que possa lhe entender e apoiar. Quanto mais rápido o cuidado retorna, menores são os danos.
O Você Tem Saída existe justamente para esses momentos: ajudar a pensar, decidir e agir com mais consciência em períodos críticos como o Carnaval.
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