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Álcool aumenta risco de câncer de mama: consumo moderado também preocupa, diz OMS

  • há 5 horas
  • 3 min de leitura


O consumo de álcool, mesmo que moderado, tornou-se um dos principais fatores de risco para o câncer de mama. Entre as mulheres europeias, 66% dos casos já são atribuíveis ao consumo de bebidas alcoólicas.


Segundo a Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (IARC), instituição que faz parte da Organização Mundial da Saúde (OMS), não há níveis seguros para o consumo de álcool quando se trata de prevenção dessa doença.


Um dos estudos mostra que apenas 21% das mulheres em 14 países europeus estavam cientes da relação entre o consumo de álcool e o risco de o câncer de mama.


Outro trabalho indica que mais da metade de todos os casos de câncer de mama atribuíveis ao álcool na Europa não são devido ao consumo excessivo. Cerca de um terço dos novos casos a cada ano está associado ao consumo de até duas taças pequenas de vinho por dia, por exemplo.


O alcool e o câncer


Além do câncer de mama, bebidas alcoólicas estão associadas a outros seis tipos de câncer: intestino (cólon e reto), boca, laringe, faringe, estômago e fígado. Algumas pesquisas sugerem que elas também estejam ligadas a tumores de próstata e pâncreas, embora a evidência seja menos clara.


Segundo a IARC, a baixa conscientização sobre a associação do álcool ao câncer, em especial de mama, representa hoje uma das principais barreiras para a prevenção. Os mecanismos biológicos que relacionam o álcool ao câncer são conhecidos há décadas. Tanto o álcool quanto o tabaco foram classificados como carcinógenos do grupo 1 pela IARC já nos anos 1980.


Para os pesquisadores, o processo mais importante envolve o metabolismo do etanol, que se transforma em acetaldeído, substância química tóxica para as células. Ou seja, o acetaldeído danifica o DNA e impede que o corpo repare o dano. Com o DNA danificado, uma célula pode crescer descontroladamente, dando origem a um câncer.


No caso do câncer de mama, o consumo de álcool também afeta os níveis de estrogênio, segundo a Femama (Federação de instituições filantrópicas de apoio à saúde da mama). O estrogênio desempenha papel significativo no desenvolvimento e progressão desse tipo de câncer, e o impacto do álcool nesses níveis hormonais pode explicar em parte o risco aumentado. Uma mulher que bebe tem muito mais ação estrogênica. Então, se há uma célula alterada, esse excesso de estrogênio pode predispor ao câncer.


De acordo com os dados, entre 2008 e 2023 o percentual de mulheres que declara consumo abusivo de álcool pulou de 9,6% para 15,2%. Os especialistas da IARC consideram “abuso” quando a mulher ingere quatro ou mais doses, e o homem ingere cinco ou mais doses, em uma mesma ocasião, pelo menos uma vez nos últimos 30 dias anteriores à data da pesquisa.


Os profissionais de saúde ainda têm dificuldades de falar com a mulher sobre os riscos associados ao consumo de álcool. Talvez porque muitas bebem também e não vêem problemas nisso, apesar das evidências.


Você Tem Saída


O consumo de álcool pode aumentar o risco de câncer de mama e a informação é uma das principais formas de prevenção. Se você quer entender melhor esse tema e buscar orientação segura para reduzir riscos e cuidar da sua saúde, saiba que você não precisa enfrentar isso sozinha.


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