Saúde x Drogas
- 1 de jul. de 2023
- 5 min de leitura
Atualizado: 4 de out. de 2023

A lista de problemas com a saúde que podem surgir com o uso de álcool e outras drogas é extensa.
São complicações de toda ordem, cérebro, coração e fígado são alvos fáceis, mas pulmões, músculos, pele, entre outros também podem ser afetados. Alcançam estágios graves e podem levar à morte.
Não sem antes provocar sintomas assustadores como perda de memória, gastrite com vômitos de sangue, alucinações, delírios, impotência sexual, com dificuldades de ereção nos homens, entre outros.
Álcool, a pior das drogas
O álcool é uma droga permitida e a mais perigosa delas. Atinge o maior número de pessoas e costuma ser a porta de entrada para o mundo de todas as drogas.
O acesso fácil, dentro de casa mesmo, favorece o consumo, muitas vezes até incentivado pela própria família ou por amigos. Em eventos sociais, em rituais religiosos, em celebrações, o álcool costuma estar sempre presente.
Com o passar do tempo, no entanto, o usuário pode desenvolver tolerância ao álcool, necessitando de quantidade cada vez maior para ter a mesma sensação de prazer, o mesmo efeito, tornando-se um dependente dele.
Além do que o álcool pode ser gatilho para o início de uso de outras substâncias, outras drogas.
Um dos fatores que podem contribuir para que o usuário se transforme em um alcoólico está ligado à genética, uma vez que pessoas com histórico de alcoolismo na família têm maior probabilidade de desenvolver o problema
Fatores emocionais também podem levar ao alcoolismo. É a forma encontrada de enfrentar a ansiedade, a insegurança, a timidez, ou baixa autoestima.
Identificar os sinais iniciais do alcoolismo é ainda mais difícil, justamente porque o consumo de álcool é tolerado, aceito e considerado normal pela sociedade.
Muitas vezes, a percepção de que há algo errado somente quando a dependência está instalada e o usuário enfrenta problemas de toda ordem:
– Pessoais: passa a adotar comportamentos agressivos, com atritos e desentendimentos com a família ou amigos. Com a coordenação motora comprometida passa a ter atitudes arriscadas como dirigir embriagado ou envolver-se em situações perigosas com o risco de acidentes, ferimentos ou morte;
– Profissionais: problemas podem surgir com faltas no trabalho, ou queda no desempenho, resultando em demissões. Problemas com o alcoolismo são a terceira maior causa de faltas no trabalho.
– Financeiros: dificuldades financeiras podem ser decorrentes da perda do emprego, gasto excessivo em álcool para seu consumo ou de amigos, com táxis, cigarro ou jogo, ou pela incapacidade mesmo de controlar o orçamento;
– Moradia: falta de manutenção da casa, encrencas com vizinhos, falta de pagamento de aluguel, despejo, constante mudança de endereço
– Crimes: exposições, desinibição, liberação de comportamento violento ou sexualmente agressivo
– Doenças: o alcoolismo pode trazer uma série de problemas de saúde, como os relacionados ao fígado (cirrose), cardiovasculares, sistema nervoso, gastrointestinais, além de aumentar o risco para alguns tipos de câncer e agravar problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade.
O caminho para a recuperação é o mesmo a ser perseguido pelo dependente de qualquer outra droga: a interrupção do uso, a desintoxicação, o tratamento e a manutenção da sobriedade. Sempre com o apoio, compreensão e acolhimento de pessoas dispostas a ajudá-lo.
Os efeitos da Maconha
O início do uso da maconha tem estreitas ligações com a adolescência diante de curiosidade para experimentar e conhecer seus efeitos, em processo de socialização e afirmação.
Nem todos os usuários de maconha progridem para outras drogas, mas o risco é grande para essa evolução que, por sua vez, pode trazer graves desdobramentos, como piora no desempenho escolar, queda no rendimento profissional e na qualidade de vida.
Consequências ao usuário
– Déficit leve nas funções cognitivas, com prejuízo à memória, ao estado de atenção, e na integração de informações complexas;
– Alteração no comportamento quando em constante estado de intoxicação, podendo apresentar falta de motivação, queda na produtividade, apatia, dificuldade de concentração, desinteresse em cumprir metas; comprometimento das habilidades ao volante;
– Perda da capacidade de julgamento o que resulta em dificuldades profissionais, familiares, sociais e comportamento de risco:
– Paranoia em decorrência do uso continuado
– Isolamento, redução da participação social
– Prejuízo na capacidade para o trabalho
– Comportamento violento, a principal causa de morte entre usuários está ligada a acidentes, suicídios e homicídios;
– Início de atividade criminosa, com roubos para a manutenção do uso;
– Prostituição, como moeda de troca pela droga
– Comportamento sexual de risco, com práticas desprotegidas e com múltiplos parceiros
– Disseminação de doenças e infecções, inclusive da Aids, com uso de agulhas e seringas compartilhadas, sexo indiscriminado e desprotegido;
– Bronquite, infertilidade e pode propiciar o surgimento de câncer de pulmão;
– Maus tratos, falta de cuidado e abusos com crianças da família, com prejuízos no desenvolvimento e riscos de se tornarem dependentes;
– Rompimento de vínculos familiares
Os prejuízos não param por aí, há custos a serem bancados com o tratamento e internação do usuário, além de cuidados e tratamentos da família.
Como age a Cocaína
Para o usuário, os efeitos são de grande intensidade e de curta duração. Logo após o uso, ele experimenta sensações de alegria e poder, excitação, insônia, hiperatividade e falta de apetite.
Efeitos psicoativos que favorecem e alimentam a dependência.
Passado esse estado inicial, no entanto, o usuário experimenta sensação de cansaço, infelicidade generalizada, insatisfação ou frustração.
Danos
– Altera o ritmo cardíaco, com problemas no sistema cardiovascular, dilatação de vasos e rubor facial;
– Diminuição da temperatura corporal, com sudorese;
– Gastrite;
– Problemas renais;
– Problemas respiratórios;
– Problemas no sistema nervoso central
– Redução da ansiedade
A Codependência
A codependência de drogas é também uma doença, assim como a dependência, mas com potencial de trazer prejuízos ainda maiores.
Além de afetar pessoas que são próximas do usuário, a situação tende a se agravar pela falta de compreensão e percepção da realidade, desviando-se de uma solução.
Na codependência, pessoas da família, amigos, colegas de trabalho ou escola do usuário, qualquer um deles está sujeito a se tornar um codependente e ter sua vida profundamente modificada.
Ele abre mão de sua própria vida para viver em função do outro, das suas necessidades, problemas, exigências e imposições. Na prática, ele se anula como pessoa e perde a identidade, tornando-se um apêndice do dependente.
Os prejuízos não se limitam a essas consequências, mas atingem também os significados das relações entre ambos, de confiança, de respeito, de amor que são essenciais no processo de recuperação.
Tudo acaba sendo distorcido e contaminado pela codependência. Pior ainda é que quem vive essa relação não pensa em se tratar, em tentar mudar alguma coisa, porque acredita que o problema está somente no outro.
O codependente tende a desempenhar um papel de protetor, assume responsabilidades e encobre os problemas provocados pelo dependente de drogas.
Para tentar minimizar ou não complicar a situação, ou ainda para fugir de culpas, o codependente acaba se tornando um facilitador para o usuário que, por sua vez, acaba sendo cada vez mais abusivo.
É, por exemplo, o caso da família que, com medo que o filho adolescente tenha contato com traficantes, acaba ela mesma fornecendo as drogas a ele.
Iniciativas que aparentemente seriam de proteção ao usuário acabam agravando os problemas. Tanto o dependente como o codependente deixam de procurar ou enxergar uma saída para a situação, o que leva ao imobilismo por considerar que aquele é o caminho correto a ser seguido.
Qual a saída para o Codependência.
A saída é também o tratamento do codependente, tanto para que possa aliviar o seu sofrimento como para contribuir para o sucesso do tratamento do dependente.
Na situação de codependência, não se percebe que menosprezar o quadro é muito grave, porque garante a continuidade da dependência às drogas.
O tratamento da codependência tende a ser um processo igualmente longo, exigindo mudanças importantes no estilo de vida e no relacionamento com o dependente, mas é preciso buscar ajuda com profissionais.



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